Cuidado ao sacudir os Bebês.




Hoje assisti num jornal uma reportagem que fala de uma pesquisa, que comprova que sacudir os bebês quando o seu cérebro ainda não está completamente desenvolvido pode causar a SINDROME DO BEBÊ SACUDIDO, que pode afetar alguma área do cérebro causando dificuldade na aprendizagem,pode afetar o desenvolvimento motor e em 25% dos casos levar a morte;pois no ato de sacudir o bebê que possui um espaço dentro da sua cabeça para o desenvolvimento do cérebro,este cérebro pode sofrer lesões,que afetará o desenvolvimento da criança.


Pesquisei e resolvi postar aqui.
Leia:

A síndrome do bebê sacudido (SBS) ocorre devido a movimentos de aceleração e desaceleração associados a forças de rotação, impostos a crianças de 0 a 5 anos, na maioria dos casos por abuso ou maus tratos, tendo como conseqüência a tríade que caracteriza a síndrome, que é composta por: encefalopatia, hemorragia retinal e subdural (Lancon et al, 1998; David, 1999; King et al, 2003; Harding et al, 2004), ainda que lesões cervicais (Harding et al, 2004), vasculares e edemas cerebrais possam ser observados (Isaac & Jenny, 2004).
Não é possível afirmar a incidência com clareza, pois muitos dos casos não são reportados e, em alguns, o caso de maus tratos não é evidente (King et al, 2003), e pelo fato de que em 30-40% dos casos, a criança apresenta lesão preexistente na cabeça (Reece, 2004). E soma-se a isso o fato de que 15-27% das crianças vítimas de abuso vão a óbito (King et al, 2003).
A lesão pode acontecer por duas situações: Lesão por contato e Lesão sem contato (David, 1999).

1. Lesão por Contato: São aquelas em que a cabeça da criança se choca com algum objeto. Nesse caso, a criança pode apresentar além da hemorragia, lesões do parênquima e fraturas do crânio

1. Lesão sem Contato: Nesse caso, o mecanismo causador é o processo de aceleração e desaceleração sofrido pelo crânio. Podem ocorrer movimentos do cérebro em relação ao crânio e a dura-máter, rompimento de veias e lesão axonal difusa.

Em ambos os casos, a hemorragia está presente e é indicadora do abuso (Kivlin et al, 2004), ainda que não possa ser considerada um sinal patognomônico da SBS, pois outras situações clínicas também podem ser responsáveis por ela (Reece, 2004).
Quadro Clínico:

* Retardo mental; (King et al, 2003; Isaac & Jenny, 2004)
* Distúrbios comportamentais; (Isaac & Jenny, 2004)
* Déficits visuais; (Isaac & Jenny, 2004; Kivlin et al, 2004)
* Espasticidade; (King et al, 2003)
* Quadriparesia; (King et al, 2003)
* Compromentimento motor severo; (King et al, 2003; Isaac & Jenny, 2004)
* Epilepsia (Isaac & Jenny, 2004)

Fonte:http://www.efisioterapia.net

Reciclar(artesanato)





Artesanato confeccionado com caixa de papelão.
Material:
caixa de papelão
tecido
tesoura
cola quente
fita
tnt



Cubra a caixa com o tecido,para colar o tecido a caixa use cola quente.
Para dar um toque especial forre a caixa com tnt ou com o mesmo tecido.
Para o acabamento ponha fita,ou passa manaria,fica muito linda e da pra guardar muitas coisas.


Produzido por mim srs rs Leonice Luciene.

Literatura Infantil em Sala de Aula



Trabalho apresentado pelas alunas do curso de Pedagogia 4º P Faculdade FAMA
Apresentado por:Alana Camara,Assunção Barbosa,Maria Aparecida,Leonice Luciene,Marta Lage.

Trabalhando o livro Cadeira de Piolho de Maria Lucia Amaral,nascida em Olinda, Pernambuco, escritora, jornalista, teatróloga e cantora. Pedagoga e técnica em assuntos educacionais pelo mec.



O livro Trata de :
Valores
Higiene
Sentimentos
Mistério
Persistência



Sugestão de Metodologia.
No primeiro momento a professora apresenta o livro aos alunos ,fazendo a leitura em voz alta.



No segundo momento a professora faz perguntas aos alunos a respeito do contexto da história,em seguida pede a eles que reconte a história de acordo com sua imaginação.Para isso a professora utilizara um baú que possui alguns personagens da história.



A professora começa a história e com os alunos em circulo pede que continuem a história a partir dos elementos mostrados,um aluno por vez.


Fantoches de papel
Vastí Goes Mendonça

Material:
• Papel retangular
• Cola e tesoura
• Canetinhas coloridas
• Fita adesiva
• Papel crepom
Dicas da arte-educadora:
Com este simples e divertido recurso didático, você dará às suas aulas um toque de ludicidade, fazendo delas uma “festa”!
Esse recurso nos dá uma boa liberdade de escolha de material, cor e tamanho, por isso sugiro que, para apresentações, use meia cartolina para cada boneco e, para o manuseio dos alunos, uma folha de papel tipo ofício.
Caso deseje confeccionar um fantoche maior, lembre-se de que a cartolina inteira fica pesada. Para que não escorregue dos seus dedos durante a apresentação, cole dois pequenos pedaços de papel crepom no interior das aberturas em que há contato com a ponta dos dedos.
Surpreenda seus alunos com variações na decoração dos fantoches elaborando alguns animais, como pato, cão e gato. Convide-os para confeccionarem seus próprios fantoches e dê-lhes a oportunidade de, através deles, conversarem sobre a aula. O resultado será impressionante! Agora, educador(a), é com você e sua criatividade! Boas aulas!
Desenvolvimento:

1. Posicione o papel na horizontal e dobre-o ao meio, como um cartão, apenas para marcá-lo.


2. Abra-o e dobre suas laterais para dentro, na marca feita anteriormente, como se fossem duas portas.



3. Feche os dois lados, formando uma coluna.


. Dobre a coluna ao meio.

5. Agora, dobre as pontas da coluna para trás, para os lados contrários, unindo-as ao centro, formando a letra M.


6. Decore a parte superior com olhos e nariz desenhados ou colados. Os cabelos, feitos de papel crepom, serão fixados com fita adesiva. Dentro da boca, cole uma grande língua.


7. Para manusear o fantoche, encaixe o polegar na primeira abertura do lado inferior e o restante dos dedos na primeira abertura superior.

Algumas coisas que você deve saber sobre a criança



Você bem sabe que criança é curiosa naturalmente, surpreendente nas suas perguntas, na sua forma de angular as coisas, de descobrir algo insuspeito... Ah, ela sabe muito bem sabido que quem tem boca vai a Roma e nem precisa de ajuda especial pra sair fazendo perguntas... Devagarinho, sem pressa, vendo e assuntando, percebe que, de grão em grão a galinha enche o papo e que há muitos grãos por esta vida para ir saboreando e conferindo...

Claro, a cada momento você se depara com a criança crítica. No olhar, no jeito de acompanhar algo dito como verdade absoluta, na resposta não dada a cada pergunta feita, ela saca que a bom entendedor... meia palavra basta. E como basta! No deboche que faz duma situação, no comentário sobre um programa de TV ou uma atuação no futebol, quando vê o adulto perdendo a compostura porque não sabe o que dizer ou não tem honestidade para dizer que não sabe, ela vê bem claro que quem desdenha quer comprar...

Que criança é perspicaz, é só a gente estar atento para perceber... Aguda, vai fundo, se espanta com o que descobre e nos espanta como lida com isso. Para fazer novas alianças, aproximações, pactos, já viu que duro não faz muro... E que para medir ou compreender comportamentos adultos insólitos, contraditórios, é até fácil. Afinal, quando a esmola é muita, o santo desconfia. E ela, não? Ora...

A criança é responsável (ou pode ser, como qualquer adulto) na medida em que está envolvida com o problema (seja de informação escolar, de prova, de dever de casa, de grupo de escoteiros ou de teatro, etc). Se está interessada, se lhe diz respeito, se lhe inquieta, vai, e vai com tudo.... Senão, aprende logo que cria fama e deita na cama, isto é, faz um joguinho pra fazer de conta que nunca faltou na aula, faz perguntas pra aparecer... Imagine se ela acredita que bate-se no ferro enquanto está quente. Para quê?

Ela enfrenta o poder adulto como pode. Dependendo da situação, da circunstância, do momento, ela desmoraliza ou obedece.... Sabe fazer de conta que está entrando no jogo, que até concorda com todo aquele disparate e falta de controle... Afinal, ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão... Como pode ficar sentida, magoada ou simplesmente levantar os ombros e dar debochada. Que o hábito não faz o monge ela não só sabe, como perdoa ou encara tipo olho no olho... É conferir, pra saber quem está com a verdade...

Sabe também distinguir muito bem o que lhe interessa, o que lhe importa, naquele momento. Se estiver preocupada com uma determinada informação, algo que desconhece, e quer encontrar uma resposta, está inteirada de que a fome é a melhor cozinheira... Se quer enfrentar uma situação, uma pessoa, um conflito interno, uma possibilidade de andança também está inteirada de que o barato sai carro... Por tanto, é melhor ir com tudo, de cabeça (se não é tão importante assim, deixa pra lá...(Como qualquer um de nós).

Ah, ela pode ser agressiva, briguenta, perversa, aprontadeira... Não é nenhum ser idealizado, nenhum anjo de candura, já mexeu muito em planta para saber que não há rosa sem espinhos, já levou unhada de bicho e tapa de colegas e adultos.

Vê gente brigando o tempo todo, em todos os lugares, pra ter o direito de ficar chateada quando esquecem que quem tem telhado de vidro não atira
pedra no vizinho. Por que só ela não pode?

Como, também, é amorosa, carinhosa, afetiva, querendo afagos, atenção concentrada, declarações de amor constantes. Desde muito petitinha intui que isto de que é de pequeno que se torce o pepino, além de doloroso, tem se mostrado ineficaz... E que uma das piores formas de relacionamento entre as pessoas (de qualquer idade) e de qualquer tipo de interação: mãe/professora, etc.) é aquela que magoa muito com a excusa de que há males que vêm para bem..

Claro, criança também tem tristeza, tem melacolia, fica com lágrimas nos
olhos à toa (ou não à toa assim), sofre, porque dizer que ela é feliz só porque ainda não é adulta é uma mentira braba! Como é dizer que após a tempestade vem a bonança (nem sempre, nem sempre...), ou que longe da vista, longe do coração, como se as pessoas só sentissem ou chorasem quando estão pertinho de alguém que as machucou lá no fundo...

Ela tem seu sentimento de justiça e de injustiça bem afiada. Já levou bastante na cabeça pra saber que a corda arrebenta do lado mais fraco. E quem é mais fraco do que ela? Já foi traída, já foi acusada sem razão, já levou cascudo por conta de outros, já ficou bastante de castigo sem saber por quê... Mas, torce, espera que um dia o feitiço vire contra o feiticeiro, e que a justiça se faça, que ela seja ouvida, que tenha o direito de defesa... Nem é pedir tanto assim, não?

Nem precisa dizer (ou precisa?) que criança é inteligente, sabida, viva, sábia às vezes... Tem clareza, para ela, que não há pior cego do que aquele que não quer ver, e que, portanto, é melhor estar com os olhos abertíssimos, pra conhecer, saber, inteirar de tudo que lhe interessa. Como percebe, entre os adultos que estão perto dela, que na terra dos cegos quem tem um olho é rei, e que, portanto, quem manda, quem diz que sabe tudo, quem desmanda etc. Muitas vezes não passa de um caolho... Porque, quando está cercada de pessoas que não são miopes intelectuais ou afetivos, a relação é de outro tipo... Sim, criança é imaginativa, criativa, solta, espontânea, mágica, lúdica, inventiva, conforme se estimule ou se reprima para que seja ou não tudo isso... Afinal, se Deus escreve certo por linha tortas, por que querer tanto enquadrar, usar régua e caderno pautado (com tudo o que isso significa...) com a criança? Nem precisa se preocupar em melhorar a caligrafia dela... Importantre é que ela conte quem é, do jeito que é, da forma que está procurando crescer... E que você a ajude a ser! Sem pensar em clichês estagnados. Criança é dinâmica, e é na soltura mútua, cálida e verdadeira que o encontro dela com o adulto pode se realizar de modo inteiro e prazeroso pros dois. De pessoa para pessoa!
Extraído do saite:http://www.construirnoticias.com.br/

A história das crianças negras no Brasil.

...Para começar, a história sobre a criança, feita no Brasil, assim como no resto do mundo, vem mostrando que existe uma enorme distância entre o mundo infantil descrito pelas organizações internacionais, por ONGs ou autoridades e aquele no qual a criança encontra-se cotidianamente imersa. O mundo do que a “criança deveria ser” ou “ter” é diferente daquele onde ela vive ou, no mais das vezes, sobrevive. O primeiro é feito de expressões como “a criança precisa”, “ela deve”, “seria oportuno que”, “vamos nos engajar em que”, etc., até o irônico “vamos torcer para”. No segundo, as crianças são enfaticamente orientadas para o trabalho, o ensino, o adestramento físico e moral, sobrando-lhes pouco tempo para a imagem que normalmente se lhe está associada: aquela do riso e da brincadeira.


No primeiro, habita a imagem ideal da criança feliz, carregando todos os artefatos possíveis capazes de identificá-la numa sociedade de consumo: brinquedos eletrônicos e passagem para a Disneylândia. No segundo, o real, vemos se acumularem informações sobre a barbárie constantemente perpetrada contra a criança, materializadas nos números sobre o trabalho infantil, naqueles sobre a exploração sexual de crianças de ambos os sexos, no uso imundo que faz o tráfico de drogas de menores carentes, entre outros. Privilégio do Brasil? Não! Na Colômbia, os pequenos trabalham em minas de carvão; na Índia, são vendidos aos cinco ou seis anos para a indústria de tecelagem. Na Tailândia, cerca de 200.000 são roubados anualmente às suas famílias e servem à clientela doentia dos pedófilos. Na Inglaterra, os subúrbios miseráveis de Liverpool produzem os “baby killers”, crianças que matam crianças. Na África, 40% das crianças entre 7 e 14 anos trabalham.

Pensar tais questões, assim como seus antecedentes históricos, vem sendo uma preocupação geral, para especialistas ou não.

Desde o início da colonização, as escolas jesuíticas eram poucas e, sobretudo, para poucos. Se as crianças indígenas tiveram acesso a elas, o mesmo não podemos dizer das crianças negras, embora saibamos que alguns escravos aprendiam a ler e escrever com os padres2. O ensino público só foi instalado, e ainda assim mesmo de forma precária, durante o governo do Marquês de Pombal, na segunda metade do século XVIII. Os cuidados com a evasão, com o ensino da religião cristã, das “obrigações civis” ou dos chamados “Estudos Maiores” não cobriam, contudo, as necessidades de uma parcela importante da população: aquela constituída por filhos de forros3. Nos documentos, nem uma palavra sobre a educação de crianças negras ou de filhos de escravos, salvo a religiosa que, segundo o jesuíta Antonil, era obrigatória. Essa obrigatoriedade acabou empurrando o catolicismo para dentro dos rituais de candomblé afro-banto: “O kêrêkêrê – relampejou! Pelo Cálice e pela Hóstia!(...) Noé, Noé, Sua barca é-vem! É-vem cheia de caboco, completa ou sozinha sem mais ninguém!”4.

No século XIX, a saída para os filhos dos pobres não seria a educação, mas a sua transformação em cidadãos úteis e produtivos na lavoura, enquanto os filhos de uma pequena elite eram ensinados por professores particulares. Reclamada desde 1824, e criada em 1856 para atender às necessidades de uma população livre e vacinada, a escola pública proibia seus assentos às crianças escravas. Às pobres, provavelmente mulatas e negras, reservava espaço quando se tratavam daquelas que demonstravam “acentuada distinção e capacidade”. Examinando relatórios de mestres, lecionando em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, no final do século XIX, Alessandra Martinez de Schueler6 demonstra que, segundo esses, uma parcela diminuta de alunos era constituída por libertos “pretos”, além de um “número pequeno de cor parda”. A desigualdade social e racial inscrevia-se, portanto, nas origens do ensino público que não era para todos. Mas para alguns.

Para as crianças libertas com a Lei do Ventre Livre (28/09/1871), sobrou a perspectiva do ensino profissionalizante. Institutos privados, na sua maior parte de origem religiosa, como o do Sagrado Coração de Jesus ou o abrigo Santa Maria em São Paulo, recolhiam crianças pobres e davam-lhes um mínimo de preparo prático para ofícios manuais5. Schueler lembra ainda, num dos seus artigos, que a mesma lei previa que a educação dos “ingênuos” (termo que designava crianças de até 5 anos) fosse entregue ao governo pelos senhores. A instrução primária e o encaminhamento dos filhos livres das escravas para os ofícios manuais foram projetados no texto legal. Quando das grandes reformas urbanas que atingiram as capitais dos Estados, no final do século XIX, vozes como as de Cândido Motta, Moncorvo Filho e Bush Varella, juristas e médicos, imprecavam contra a presença crescente de crianças nas ruas – as negras eram maioria –, exigindo solução para estancar a circulação desses “desgraçados, sem teto, sem lar, sem educação, sem instrução e sem ordem”. Na República, recém-proclamada e que ostentava na bandeira o lema “Ordem e Progresso”, a infância negra prometia desordem e atraso. Na capital, Rio de Janeiro, pequenos mendigos, indigentes e vadios faziam da Praça XV, do Arco do Telles e das portas de igrejas o seu ponto de apoio.6 Quarenta anos depois, o Estado Novo criava, em 1941, o Serviço de Atendimento ao Menor (SAM), sistema que ajudou a criminalizar definitivamente o menor de rua7. No primeiro quartel do século XX, a população de crianças carentes tinha que defrontar-se com um binômio imposto pela sociedade burguesa: lazer versus trabalho e honestidade versus crime. Normalmente foram associadas ao trabalho e, na ausência deste, ao crime. Os rostos de crianças negras são os mais freqüentes nas imagens mostradas sobre a Febem.

No final aquele mesmo século, o trabalho infantil continua, contudo, sendo visto, pelas camadas subalternas, como “a melhor escola”. Pais pobres, com renda inferior a meio salário mínimo, exigem que seus filhos trabalhem para incrementar os rendimentos do grupo familiar. “O trabalho – explica uma mãe pobre – é uma distração para a criança. Se não estiverem trabalhando, vão inventar moda, fazer o que não presta. A criança deve trabalhar cedo.” E, pior, hoje, afogados pelo trabalho, quase 60% desses pequenos trabalhadores, no Nordeste, são analfabetos e entre eles a taxa de evasão escolar chega a 24%. No sul do País o cenário não é muito diferente. Trabalhando em lavouras domésticas ou na monocultura, as crianças interrompem seus estudos na época da colheita, demonstrando que estar inscrito numa escola primária não significa poder freqüentá-la plenamente. Assim, o trabalho, como forma de complementação salarial para famílias pobres ou miseráveis, sempre foi priorizado em detrimento da formação escolar. Nesse quadro, a criança negra e analfabeta tornava-se uma espécie de testemunha muda, silenciosa, de seu tempo8.

Quanto à evolução da intimidade, sabemos o quanto ela sempre foi precária entre nós. Os lares mono-parentais; a mestiçagem; a pobreza material e arquitetônica, que traduzia-se em espaços onde misturavam-se, indistintamente, crianças e adultos de todas as condições; a presença de escravos, forros e libertos; a forte migração interna, capaz de alterar os equilíbrios familiares; a proliferação de cortiços, no século XIX, e de favelas, no XX, são fatores que alteravam a noção de que se pudesse ter no Brasil, até bem recentemente, privacidade, tal como ela foi concebida pela Europa urbana, burguesa e iluminista. A noção de privacidade para escravos é ainda mais complexa de ser pensada. Ela não passa pela constituição de espaços de intimidade. Passa, sim, por seu corpo. Seu território privado é o “eu”, espécie de bolha irregular e protetora, mais ou menos desenvolvida de acordo com a sua condição na sociedade. Na busca de interação ou em atitudes de rejeição, o território do eu permitia marcar um certo espaço ou violar o dos outros. A intimidade de mães e filhos, por exemplo, elaborava-se não em casa, mas na rua. Nos relatos de viajantes, demonstra Kátia Q. Mattoso,11 crioulinhos e pardinhos acompanham suas mães nas tarefas do cotidiano. Quando, muito novos para correrem pelos caminhos e pelas vias públicas, iam arrimados nas costas de suas mães, envolvidos por panos coloridos. A proximidade do seio materno, do dialeto no qual as mulheres se comunicavam, os adornos de coral e os balangandãs que usavam contra forças maléficas e até a forma como penteavam seus cabelos e o de suas crias faziam parte desse território do eu, dividido, no aconchego do colo, entre mãe e filho. A passagem da alimentação mista para a semi-sólida operava-se com infinita precaução, não percebida, todavia, pelos viajantes estrangeiros. A técnica de pré-digestão de alimentos embebidos na saliva materna significava muito mais um cuidado do que falta de higiene. Na tradição africana, era comum a mastigação de sólidos e a passagem destes, em forma de bolo cremoso, para a boquinha dos pequenos. Era habitual, também, dar de comer aos pequenos pirão de leite ou farinha seca com açúcar bruto, de manhã, leite com jerimum ou escaldado de carne no almoço. O prato de resistência era o feijão cozido, servido com farinha ou machucado à mão. Leite de cabra era considerado fortificante. Para se comunicar, as mães negras criaram uma linguagem que em muito colaborou para enternecer as relações entre o mundo infantil e o mundo adulto. Reduplicando as sílabas tônicas, pronunciavam com especial encanto: dodói, cacá, pipi, bumbum, tentém, dindinho, bimbinha. Para adormecê-los, contavam-lhes estórias de negros velhos africanos, papa-figos, boitatás e cabras-cabriolas. A cultura africana inundou o imaginário infantil com assombrações como o mão-de-cabelo, o quibungo, o xibamba, criaturas que, segundo Gilberto Freyre, rondavam casas-grandes e senzalas, aterrorizando criança malcriada.

Não poderíamos, tampouco, incorporar as teses de um epígono americano de Ariès, Lloyd de Mause, para quem a história dos pequenos seria apenas um catálogo de barbáries, maus-tratos e horrores. No que diz respeito à História do Brasil, encontramos, de fato, passagens de terrível sofrimento e violência. Mas não só. Os testamentos feitos por jovens mães, negras livres, escravas ou forras, no século XVIII, não escondem a preocupação com o destino de seus “filhinhos do coração”. Os viajantes estrangeiros não cessaram de descrever o demasiado zelo com que, numa sociedade pobre e escravista, os adultos tratavam as crianças.

Nos dias de hoje, educadores e psicólogos perguntam-se, atônitos, de onde vêm o excesso de mimos e a “falta de limites” da criança brasileira, já definida, segundo os resmungos de um europeu de passagem pelo Brasil em 1886, como “pior do que um mosquito hostil”. O excesso de mimos não era fortuito. Sabemos, graças aos estudos de antropólogos, que a recepção de uma criança na sociedade africana era fonte de imensa satisfação. Muitos dos ritos que cercavam o nascimento foram transpostos para o Brasil. Ao nascer, os pequenos de origem nagô eram untados com óleos e imersos em banhos de folhas com a finalidade de proteção. Entre os cassanjes, toda a comunidade participava do parto, não trabalhando no campo, nem tocando em instrumentos cortantes. Tão logo a criança nascia, tinha o narizinho apertado e a cabeça massageada para adquirir uma forma que parecia, às mães de origem africana, mais estética. Os umbigos eram curados com pimenta-do-reino em pó9. Em fins do século XVIII, o médico francês Jean Marie Imbert10 registrou, entre atônito e chocado, a bulha festiva de comadres, parteiras e amigas em torno da africana que estivesse dando à luz. Nenhum gesto era destituído do mais profundo simbolismo.

O batismo, obrigatório nas senzalas, consistia num rito de purificação e de promessa de fidelidade ao credo católico, mas significava também uma forma de dar solenidade à entrada das crianças nas estruturas familiares e sociais. No caso dos filhos de escravos e libertos, os laços estabelecidos graças ao sacramento do batismo eram também étnicos e culturais.

A amamentação durava dois anos e a dentição era acompanhada com cuidado. O primeiro dentinho era festejado com farinha e caulim, símbolo da prosperidade. O lugar, mesmo dos pequenos, dentro da sociedade era de ordem ontológica. A criança era uma porta entre o presente e o passado personificado nos ancestrais. Muitas recebiam, para além de um nome cristão, aquele de um animal e de um orixá. Ao nascer, seus pais plantavam uma árvore, símbolo de seu futuro vigor e força. A passagem para o mundo adulto realizava-se através da circuncisão de meninos aos 12 ou 13 anos. No Brasil, tais ritos eram festejados nas festas de Quicumbi, nas quais os “mometos”, circuncidados com taquaras, bailavam e dançavam antes de passar, com os convivas, a um banquete11. Se morriam pequenas, as crianças negras eram carregadas num tabuleiro recoberto por uma toalha de renda, e suas mães alugavam flores artificiais e coroas para cumprir o dever de enterrar condignamente seus rebentos12.

Os historiadores brasileiros têm que partir de constatações bem concretas, tiradas, na maior parte das vezes, das fontes documentais com as quais trabalham e da sua observação crítica da realidade para contar sua própria história.

A primeira dessas constatações aponta para uma sociedade certamente injusta na distribuição de suas riquezas, avara no que diz respeito ao acesso à educação para todos, vincada pelas marcas do escravismo. Como fazer uma criança obedecer a um adulto, como queria a professora alemã que vai, na segunda metade do século XIX, às fazendas do Vale do Paraíba ensinar os filhos dos fazendeiros de café, quando estes distribuem ordens e gritos entre os seus escravos? E não são apenas as crianças brancas que possuem escravos. As mulatas ou negras forras, uma vez seus pais integrados ao movimento de mobilidade social que teve lugar em Minas Gerais, na primeira metade do século XVIII, tiveram elas também seus escravos. Muitas vezes, seus próprios parentes ou até meios-irmãos! Na sociedade escravista, ao contrário do que supunha a professora alemã, criança, branca ou negra, mandava e o adulto escravo obedecia. Por vezes, em circunstâncias dramáticas.

A dicotomia dessa sociedade, dividida entre senhores e escravos, gerou outras impressionantes distorções, até hoje presentes. Tomemos o tão discutido exemplo do trabalho infantil. Dos escravos desembarcados no mercado do Valongo, no Rio de Janeiro do início do século XIX, 4% eram crianças. Destas, apenas 1/3 sobrevivia até os 10 anos. A partir dos 4 anos, muitas delas já trabalhavam com os pais ou sozinhas, pois perder-se de seus genitores era coisa comum. Aos 12 anos, o valor de mercado das crianças já tinha dobrado. E por quê? Pois considerava-se que seu adestramento já estava concluído e nas listas dos inventários já aparecem com sua designação estabelecida: Chico “roça”, João “pastor”, Ana “mucama”, transformados em pequenas e precoces máquinas de trabalho13. Tais máquinas compravam-se a preço baixo e tinham a vantagem de prometer vida longa em funcionamento.

Trabalho ao longo da infância, sem tempo para a idéia que comumente associamos à infância, a da brincadeira e do riso, era o lema perverso da escravidão. Contudo, a mesma resistência que se lhe opunham os adultos foi transmitida à criança. Não foram poucas as que contrariaram, pela fuga, a obrigação do eito e a exploração. Freyre os acompanhou através de anúncios publicados em jornais pernambucanos e cariocas no século XIX. Eram procurados e caçados, como seus ancestrais.

Quando da abolição da escravidão, as crianças e os adolescentes moradores de antigas senzalas continuaram a trabalhar nas fazendas de cana de Pernambuco. Tinham a mesma idade de seus avós, quando estes começaram: entre 7 e 14 anos e, até hoje, ainda cortando cana, continuam despossuídas das condições básicas de alimentação, moradia, saúde, educação e garantias trabalhistas. Como no passado, o trabalho doméstico entre as meninas também é constante, constituindo-se num “outro” turno, suplementar ao que se realiza no campo. Como se não bastasse a ação de fatores econômicos a interferir na situação da criança, a ausência de uma política do Estado voltada para a formação escolar da criança pobre e desvalida só acentuou seu miserabilismo. Ora, ao longo de todo esse período, a República seguiu empurrando a criança para fora da escola, na direção do trabalho na lavoura, alegando que ela era “o melhor imigrante”.

No início do século, com a explosão do crescimento urbano em cidades como São Paulo, esses jovens dejetos do que fora o fim do escravismo encheram as ruas. Passaram a ser denominados “vagabundos”. Novidade? Mais uma vez, não. A História do Brasil tem fenômenos de longa duração. Os primeiros “vagabundos” conhecidos eram crianças brancas, recrutadas pelos portos de Portugal para trabalhar como intermediárias entre os jesuítas e as crianças indígenas ou como grumetes nas embarcações que cruzavam o Atlântico. No século XVIII, terminada a euforia da mineração, crianças vindas de lares mantidos por mulheres livres e forras perambulavam pelas ruas, vivendo de expedientes muitas vezes escusos – os nossos atuais “bicos”– e de esmolas. As primeiras estatísticas criminais elaboradas em 1900 já revelam que esses filhos da rua, chamados durante a Belle Époque de “pivettes”, eram responsáveis por furtos, “gatunagem”, vadiagem e ferimentos, tendo, na malícia e na esperteza, as principais armas de sobrevivência. Hoje, quando interrogados pelo serviço social do Estado, dizem, com suas palavras, o que já sabemos desde o início do século: a rua é um meio de vida!

A divisão da sociedade, velha divisão dos tempos da escravidão entre os que possuem e os que nada têm, só fez agravar a situação dos nossos pequenos.

Outra característica desse trabalho é que, diferentemente da história da criança, feita no estrangeiro, a nossa não se distingue daquela dos adultos. Ela é feita, pelo contrário, à sombra daquela dos adultos. No Brasil, foi entre pais, mestres, senhores e patrões que pequenos corpos tanto dobraram-se à violência, às humilhações, à força quanto foram amparados pela ternura dos sentimentos familiares os mais afetuosos. Instituições como as escolas, a Igreja, os asilos e posteriores Febens e Funabens, a legislação ou o próprio sistema econômico fizeram com que milhares de crianças se transformassem, precocemente, em gente grande. Mas não só. Foi a voz dos adultos que registrou, ou calou, sobre a existência dos pequenos, possibilitando ao historiador escrutar esse passado através de seus registros e entonações: seja através das cartas jesuíticas, relatando o esforço de catequese e normalização de crianças indígenas, ou a correspondência das autoridades coloniais sobre a vida nas ruas, pano de fundo para as crianças mulatas e escravas. Seja através das narrativas dos viajantes estrangeiros, dos textos de sanitaristas e de educadores, dos Códigos de Menores, dos jornais anarquistas, dos censos do IBGE, etc.

O que restou da voz dos pequenos? O desenho das fardas com que lutaram contra o inimigo, carregando pólvora para as canhoneiras brasileiras, na Guerra do Paraguai; as fotografias tiradas por um “photographo” como Christiano Jr., que os capturou nas costas de suas mães, envoltos em panos da Costa, ajudando-as com seus tabuleiros de frutas, aprendendo a jogar capoeira, as fugas da Febem. Não há, contudo, dúvida de que foi, muitas vezes, o “não registrado” mal-estar das crianças frente aos adultos que obrigou os últimos a repensarem suas relações de responsabilidade para com a infância, dando origem à uma nova consciência frente aos pequenos, que, se não é, hoje, generalizada, já mobiliza grandes parcelas da população brasileira.

Resgatar esse passado significa, primeiramente, dar voz aos documentos históricos, perquirindo-os nas suas menores marcas, exumando-os nas suas informações mais concretas ou mais modestas, iluminando as lembranças mais apagadas. É pela voz de médicos, professores, padres, educadores, legisladores que obtemos informações sobre a infância no passado; essa fala obriga, contudo, o historiador a uma crítica e a uma interpretação de como o adulto retrata o estereótipo da criança ideal, aquela saudável, obediente, sem vícios, a criança que é uma promessa de virtudes. Mas, face a essas vozes adultas, é preciso colocar-se algumas questões: será que, numa sociedade historicamente pobre e vincada tanto pela mestiçagem quanto pela mobilidade social, conseguimos construir tal modelo de criança? Médicos e legisladores do início do século acreditavam que sim. Eis por que acabaram por criar, a fim de transformá-la, instituições de confinamento onde, ao invés de encontrar mecanismos de integração, a criança “não ideal” achou os estigmas definitivos de sua exclusão. Ela passou de “menor da rua” para “menor de rua”, com todas as conseqüências nefastas implícitas nesse rótulo.

Assim, os cuidados com o corpo, a alimentação, o brinquedo, as formas de religiosidade, os laços familiares se constituem em grandes linhas de pesquisa que atravessariam, de um lado a outro, a sociedade brasileira, guardadas, certamente, as proporções e as especificidades dos diferentes grupos raciais, sociais e regionais. Através de temas presentes na memória e na recordação, associados à coleta de documentos capazes de nos aproximar da vida da criança no passado, podemos tentar reconstituir o seu cotidiano. Da técnica de pré-digestão de alimentos, embebidos na saliva dos adultos, à tradição da culinária africana, do pirão de leite com farinha seca e açúcar bruto; das brincadeiras entre os pés de cana e de café, a chupar fruta sob as árvores; do simbolismo dos ritos de batismo, primeiro entre escravos e livres, aos atuais “ungimentos” ou batismos em casa; também de outros simbolismos, aqueles em torno dos enterros: os nas biqueiras da casa, para criança pagã, ou o cortejo dos anjos carregando pequenos caixões ataviados de papel prateado até as fotografias dos mortos nos colos de sua mães; dos banhos de rio, no Recife, aos banhos de mar, no Rio de Janeiro; de um mundo entrelaçado ao dos adultos e aos familiares, onde desfilavam os rostos dos avós, de tios e primos, de vizinhos e onde o levar e trazer recados, bem como a conversa, eram, nas recordações de um memorialista, “imprescindíveis como a água, a farinha e o amor”.

Por fim, parece-nos evidente que querer conhecer mais sobre a trajetória histórica dos comportamentos, das formas de ser e de pensar em relação às nossas crianças negras é também uma forma de amá-las, todas e indistintamente, melhor.

Fonte:www.construirnoticias.com.br
Por.Mary Del Priore

Parabéns a todos os Dentistas


Comemora-se o Dia do Dentista em 25 de outubro porque nesta data, em 1884, foi assinado o decreto 9.311 que criou os primeiro cursos de graduação de odontologia do Brasil, no Rio de Janeiro e na Bahia. Uma portaria do Conselho Federal de Odontologia tornou a data oficial para a comemoração do Dia do Dentista Brasileiro.

Slide- A importância do brincar no desenvolvimento infantil

http://www.4shared.com/file/137070412/ca8aa99f/Brincar_-Psicomotricidade.html

Libras

Click na palavra Libras para baixar um livro de libras.

Não exagere



Para ser lido e comentado em reunião de Círculo de Pais e Professores.
O cuidado exagerado com os filhos pode ter efeitos colaterais graves...
"Venha meu filho. Como estava chovendo vim no meu carro buscá-lo. Já passa das dez horas".
O rapaz olhou encabulado para a mãe e para seus amigos. Meio desajeitado, nem sequer tentou resistir: olhou ao redor sem encarar os seus colegas e disse um "bem, acho que vou saindo..." e depois, quase à porta: "bem, boa noite"; encolheu-se dentro do grande carro negro reluzente que o esperava à saída, debaixo dos olhares cruzados de todos.
Os comentários ficaram na penalizada troca de olhares dos que assistiram à cena, já tão repetida, um como "que fazer"? diante da respeitável dama que teima em tratar um rapaz de 22 anos como se fora uma criança. Mas alguém apreensivo com o destino do amigo tiranizado, pouco depois, chegou a me dizer: "Aquele que saiu é meu colega desde a escola primária. Nunca comprou uma camisa, nem escolheu uma roupa. A mãe o leva e o vai buscar a qualquer festa, a qualquer lugar ou a qualquer parte. Se ela está presente e alguém lhe oferece um sorvete ou uma bebida, ele não é capaz de dizer sim ou não sem antes buscar ansioso um olhar aprovador ou desaprovador da sua mãe. Tenho pensado muito no que será dele quando ela se ausentar. E, entretanto, uma grande responsabilidade o espera: ele terá que dirigir, um dia, uma grande empresa. É um ótimo rapaz, mas como se arranjará se nem sequer aprendeu a dirigir a si mesmo?"
E continuou: "Acho que um invisível cordão umbilical ainda o liga intimamente à sua genitora. Mesmo na sua ausência parece ser comandado pela "central" materna a distância. Todos sentem isso e um amigo comum, mordaz e irreverente, chegou a sugerir, numa comparação de péssimo gosto, que aquilo parecia uma "Mamãe-Patrulha", explicando: "é que a mãe o escolta, o protege e o guia". Ninguém achou graça e todos nós, que o estimamos, sentimos maior ainda a amargura dessa vida cingida à saia materna".
O desabafo me fez deter a atenção naquele grupo. Todos eram rapazes bem-nascidos e bem-criados. Nenhum deles pertencente ao clã dos "bons moços" arruaceiros ou dos grã-finos acaba festas coisa tão comum na classe média alta hoje em dia.
Nenhum deles tinha bebido demais, nem o lugar era "impróprio": comemorava-se com refrigerantes e sucos o aniversário dum jovem químico de 23 anos, recém-graduado, na casa da sua própria família, tudo na mais perfeita ordem.
Mas como em qualquer parte um relógio já tinha batido dez horas e estava chovendo, uma mãe muito extremosa cuidou que o seu filhinho de 22 anos (um metro e oitenta de altura e 90 quilos de peso) poderia perder-se ou molhar a sola dos sapatos ou, quem sabe, (na melhor das hipóteses) contrair... um resfriado? Não era possível expor assim o frágil donzelo à insídia daquela noite marcada por chuviscos enervantes, ruas empoçadas, céu sem estrelas.
************
Meu jovem amigo, a sua apreciação sobre o futuro do seu colega é deveras preocupante. Receio, com você, que se ele tiver um dia de se pôr à frente de qualquer organização e lhe faltar a assistência materna... "poderá até morrer de sede se alguém não lhe disser que pode beber água" (não, não penso que chegue a tanto...)"
"Que fazer?"
Bem, creio que o pior já foi feito. Ele está tão "trabalhado" pelo exclusivismo materno que difícilmente se recuperará. Morta a sua mãe, ele, por um mecanismo psicológigo demasiado conhecido, procurará substituí-la ansiosamente, casando-se com uma mulher de temperamento igualmente autoritário que, governando-o nos menores gestos, lhe fará voltar à calma e única forma de vida que conhece: a vida dirigida pela mulher-mãe, que será, então, a esposa-mãe. Jamais será chefe de qualquer coisa, nem mesmo da sua própria família, pois casando será apenas uma espécie de "príncipe-consorte", e por favor não faça trocadilho, você aí.
"Não poderia o senhor dizer alguma coisa coisa a esse respeito, à mãe do rapaz, sim?"
Temo que ela não pudesse compreender mas, mesmo que entendesse, ela própria, a esta altura, teria grandes dificuldades para modificar-se. Quanto ao filho, o seu estilo de vida já o selou com endereço registrado. É um caso difícil.
A sua mãe o criou "para si" e não para a sociedade. O belo rapaz foi reduzido à condição de simples autômato, manobrado pelo seu capricho hoje, amanhã por um sub-rogado materno, por uma "substituta" da mãe, pelo "poder" materno projetado noutra mulher que lhe suceder. Em tempo algum lhe foi permitido tomar qualquer iniciativa. Não lhe concederam, sequer, uma oportunidade de decidir por si mesmo.
Nunca lhe ensinaram a guiar-se, nem a saber escolher, nem mesmo o consultaram quando decidiram a sua futura carreira.
Creio meu amigo, que o seu colega e a sua excelentíssima mãe sejam casos sem jeito. Ensinar à ela, aos quase cinqüenta anos, como educar os filhos, pouco lhe poderá aproveitar. Ensinar a ele, aos vinte e dois, o que lhe deveria ser ensinado desde os quatro anos de idade, será pesado encargo.
Mas se esta nossa conversa fosse escutada por uma jovem mãe com tendências semelhantes, bem, neste caso, quem sabe se as nossas palavras não lhe fariam meditar sobre as funestas consequências desse "mãezismo" férreo e emasculante?
Sim, quem sabe...?
Fonte: Prof. Gonçalves Fernandes
Da Faculdade de Ciências Médicas - Chefe da Seção da Ortofrenia e Higiene Mental do Depto. de Saúde Pública de Pernambuco.
Para a Revista do Ensino - Porto Alegre - Brasil.



© 2000-2008 - http://www.sitededicas.com.br - Todos os direitos reservados.

A fala Infantil


A FALA DAS CRIANÇAS
O desenvolvimento da fala e da linguagem da sua criança em idade pré-escolar Programa de Fala e Linguagem Para a Idade Pré-escolar
Ontario’s Preschool Speech and Language Program (Programa de Fala e Linguagem para a Idade Pré-escolar do Ontário) providencia serviços às crianças, desde o nascimento até à altura em que começam a escola. São prestados serviços de avaliação e vários de tratamento às crianças, e suas famílias, em toda a província, em muitas comunidades, tão perto de casa quanto possível.Se estiver preocupado/a com as capacidades de fala e linguagem da sua criança, pode obter ajuda no Programa de Fala e Linguagem para a Idade Pré-escolar do Ontário.
Os funcionários do programa podem ensinar-lhe como ajudar no desenvolvimento das capacidades de comunicação da sua criança, para lhe dar a melhor oportunidade para um desenvolvimento saudável. O Programa de Fala e Linguagem para a Idade Pré-escolar do Ontário providencia os seus serviços de forma gratuita para si e não requer a recomendação de um/a médico/a.A sua criança em idade pré-escolar está atarefada a falar, explorar e brincar. Todas estas actividades são importantes para o crescimento e desenvolvimento dela – e para aprender capacidades de comunicação. A sua criança precisará de capacidades de comunicação bem desenvolvidas quando chegar o momento de começar a escola – para fazer amigos, aprender coisas novas e começar a aprender a ler e escrever. As capacidades de comunicação são cruciais para o sucesso futuro da sua criança.Você desempenha uma parte importante no desenvolvimento contínuo da comunicação da sua criança. Falando, ouvindo e brincando com a sua criança ajudará a criar as capacidades que ela precisa para ter sucesso na escola e na vida. Cerca de uma em cada dez crianças precisa de ajuda no desenvolvimento das capacidades normais de fala e linguagem. Sem ajuda, é uma luta ouvir e falar, é difícil aprender a ler e é difícil brincar com outras crianças.
Para mais informação, contacte:Governo do Ontário
INFOline: linha gratuita 1-866-821-7770
TTY 1-800-387-5559

www.children.gov.on.caPara mais informação contacte o seu Programa de Fala e Linguagem para a Idade Pré-escolar local ou telefone para o número da INFOline do Governo do Ontário indicado em baixo.Your preschool child’s speech and language development
Catalogue 7710-3137818 Portuguese ©Queen’s Printer for Ontario

Aos 3 anos
Compreende as perguntas “quem”, “o quê”, “onde” e “porquê”· cria frases longas, usando 5 a 8 palavras· fale sobre eventos passados - viagem à casa dos avós, dia no jardim infantil, conta histórias simples, mostra afeição pelos amigos de brincadeira favoritos, envolve-se em brincadeira de fingir de com etapas múltiplas – cozinhar uma refeição, reparar um carro, é compreendido pela maior parte das pessoas fora da família, a maior parte das vezes, tem conhecimento da função da letra impressa – em menus, listas, sinais· Tem um princípio de interesse em, e atenção a, rimas
Aos 4 anos
·Segue instruções envolvendo 3, ou mais, etapas – “Primeiro, arranja um papel, depois faz um desenho, no fim dá-o à mamã”, usa gramática do tipo adulto, conta histórias com um princípio, meio e fim claros, fala para tentar resolver problemas com adultos e outras crianças· demonstra uma brincadeira imaginária cada vez mais complexa, é compreendia por estranhos, quase sempre· é capaz de gerar rimas simples – “gato-pato”· equipara algumas letras com os seus sons –“a letra T diz “tê”
Aos 5 anos
Segue instruções de grupo – “todos os rapazes apanham um brinquedo”· compreende instruções envolvendo “se...então” – “Se vais usar ténis, então prepara-os para a ginástica”, descreve eventos passados, presentes e futuros em pormenor, procura agradar aos amigos, mostra uma independência aumentada nas amizades –
pode visitar os vizinhos sozinha, usa quase todos os sons da sua linguagem
com poucos ou nenhuns erros, conhece todas as letras do alfabeto, identifica os sons no princípio de algumas palavras – “Pop começa com o som ‘pê’”As crianças de três anos gostam quando você:
Lhes dá materiais diferentes para os encorajar a desenhar e rabiscar, incluindo giz, lápis, lápis de cor, marcadores e tintas para pôr com os dedos.· Use palavras descritivas como as cores e opostas (quente/frio, grande/pequeno, rápido/devagar), assim como palavras de acção (voando, salpicando, correndo) quando está a falar com elas· Lhes dá tempo extra para exprimirem as suas ideias.· Lhes dá escolhas – sobre que alimentos comer, brinquedos, roupas.· Modela os sons e a gramática correcta para eles – a criança diz “ele coleu” e você diz “sim, ele correu”.· Lê livros que são previsíveis e repetitivos – pausa para dar à criança uma oportunidade para preencher as palavras e frases.· Brinca e faz de conta com elas! Elas poderão gostar de fingir cenas dos seus vídeos favoritos, fingir comer num restaurante ou ser professores ou bombeiros.As crianças de quatro anos gostam quando você:
Lhes dá muitas oportunidades para brincar com outras crianças – na biblioteca, no parque, no Centro para os Primeiros Anos. Por vezes, elas gostam de ter um ou dois amigos em sua casa para brincar. Aponta para as palavras nos livros e passa o seu dedo debaixo das palavras quando lhes lê. Fala sobre a ordem dos eventos – descreve o que acontece primeiro, a seguir e no fim – “primeiro lavamos as mãos, depois comemos um lanche e no fim pomos os nossos pratos no lava-loiças”. Os encoraja a contar as suas próprias histórias – pedindo-lhes para falar do seu dia, descrever um filme que viram, falar-lhe do seu livro favorito.· Lê livros com palavras a rimar – “rato/gato”, e aponta os sons no início das palavras – “Mamã começa com o som ‘mmm’ – é a letra M”.As crianças de cinco anos gostam quando você:
Usa palavras novas e mais complexas – “antes/depois”, “duro/macio”, “fácil/difícil”, “entre/ao lado”, “mesmo/diferente”.· Fala sobre números e a quantidade de objectos – “muito/um pouco”, “mais/menos”, “um/muitos”.· Lhes pede para prever o que vai acontecer a seguir – “O que pensas que vai acontecer quando o Sam abrir o seu presente de anos?”, e explica as razões na base das escolhas – “Por que temos de usar os nossos casacos hoje?”· Alterna a sua vez para contarem histórias um ao outro, usando gravuras em livros – as crianças gostam de o/a ouvir falar e depois querem a sua vez para criar a sua própria versão da história. As deixa ajudar a planear eventos. Fala sobre o que precisa de fazer antes de uma festa de aniversário, ou como se preparar para ir ao zoo. Enquanto fala, faz à sua criança perguntas sobre o “porquê” e o “como”.· Lhes pede para ajudar. A sua criança apreciará ajudá-lo/a a fazer bolinhos, pôr a mesa, separar a roupa para lavar, etc. Dê-lhes instruções e veja se eles podem dizer-lhe as etapas.Marcos de desenvolvimentoEstes marcos de desenvolvimento mostram algumas das capacidades que marcam o progresso das crianças à medida que aprendem a comunicar. Se a sua criança não está a atingir um, ou mais, destes marcos, por favor contacte o seu Programa de Fala e Linguagem para a Idade Pré-escolar local.Tente algumas destas sugestões para ajudar a sua criança a usar palavras para resolver problemas, fazer escolhas, descrever objectos e eventos e compartilhar ideias.
Extraido do site:http://www.gov.on.ca/children/graphics/stel01_136625.pdf

Alerta

Siga 17 regras para evitar acidentes domésticos com crianças

Nada mais natural do que uma criança que mexe em tudo, afinal explorar o ambiente à sua volta faz parte do desenvolvimento. Para que isso não vire uma tragédia, porém, é preciso que pais e responsáveis saibam que muitos dos acidentes na infância ocorrem dentro de casa e poderiam ter sido evitados com medidas simples de segurança.
Segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, a maioria das quedas até os 9 anos de idade, por exemplo, se deu no lar doce lar.
Informações coletadas em unidades de urgência do Sistema Único de Saúde (SUS) de 37 cidades brasileiras mostraram que, dos 10.988 atendimentos a crianças nessa faixa etária, 5.540 (50,4%) foram provocados por quedas - sendo que a maioria, 3.838 (69%), dentro da casa das vítimas.
"É muito fácil prevenir, com hábitos que parecem óbvios e simples, mas que podem salvar vidas ou evitar que crianças vivam com sequelas de um acidente", alerta a cirurgiã pediátrica Simone de Campos, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e membro da ONG Criança Segura (http://www.criancasegura.org.br/).
Cabe, portanto, ao adulto, garantir um ambiente seguro à criança, que nunca deve ficar sozinha em casa ou ser cuidada por outras crianças."Os pequenos aprendem com o exemplo dos pais. São eles que precisam orientar os filhos sobre precauções com a segurança dentro e fora de casa", afirma. Parecem bobos e sem importância, mas os cuidados precisam fazer parte do dia-a-dia de forma preventiva, como uma vacina.

Confira as principais orientações:
1. Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos.
2. Não deixe cadeiras, camas e bancos perto de janelas, pois as crianças podem escalar e se debruçar. O mesmo vale para móveis baixos perto de estantes e armários altos.
3. Instale portões de segurança no topo e pé das escadas. Se a escada for aberta, opte por redes ao longo dela.
4. Cuidado com chão liso e tapetes. Não encere o piso e providencie antiderrapantes nos tapetes para evitar escorregões. Na maioria das quedas infantis atendidas nos postos do SUS, as crianças caíram do mesmo nível, ou seja, as quedas foram causadas por tropeções, pisadas em falso ou desequilíbrios.
5. Oriente seu filho a brincar em locais seguros. Escadas, sacadas e lajes não são espaços de lazer.
6. Crianças com menos de 6 anos não devem dormir em beliches. Se não houver outro local, instale grades de proteção nas laterais.
7. O uso de andadores não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pois pode comprometer o desenvolvimento e causar sérias quedas.
8.Quando for trocar fralda, mantenha sempre uma mão segurando o bebê. Nunca deixe um bebê sozinho em mesas, cama e outros móveis, mesmo que seja por um instante.
9. Proteja as tomadas com protetores específicos, baratos e facilmente encontrados em home centers, supermercados e lojas de produtos infantis. Além disso, oriente seu filho a não colocar o dedo na tomada, pois ele pode frequentar outros locais que não tenham a proteção. Cuidado: as queimaduras elétricas podem ser graves, expondo a criança ao risco de morte e seqüelas.
10. Não deixe o ferro de passar quente ao alcance da criança, mesmo que esteja desligado.
11. Os cabos das panelas devem ficar virados para dentro do fogão.
12. Use protetores nas portas para evitar que a criança prenda a mão ou dedos.
13. Para uma criança se afogar, bastam 2,5 cm de profundidade. Cuidado, portanto, com água em baldes e tanques, além de vasos sanitários e piscinas sem proteção adequada.
14. Teste a temperatura de alimentos líquidos e sólidos antes de oferecer à criança.
15. Antes do banho, teste a temperatura da água da banheira com a parte interna do cotovelo.
16. Nunca deixe remédios ao alcance das crianças, nem faça associação de medicamentos com balas e doces.
17. Não coloque produtos de limpeza em embalagens de alimentos e refrigerantes. A criança pode confundir e ingerir. Evite também deixá-los na parte de baixo de pias e armários.

MASTURBAÇÃO INFANTIL

MASTURBAÇÃO INFANTIL NÃO É BICHO DE 7 CABEÇAS

A masturbação Infantil ainda "aterroriza" educadoras e deixa os pais de "cabelos em pé", muitos preferem fazer vista grossa outros se recusam a aceitar e ainda há os que entram em pânico diante deste tema, deixando em evidência que este assunto ainda é tabu, apesar da quantidade de informações e estudos que temos acesso hoje em dia.
Em torno dos 3 anos a criança começa a amadurecer consideravelmente, com isso, a exploração do corpo e dos objetos ao redor se intensifica, sendo comum a masturbação surgir no período de 3 a 5 anos.

O que vem a ser a sexualidade infantil?
Como lidar com a sexualidade da criança?
Como agir?
Quando a masturbação infantil vira um problema?


Em primeiro lugar, devemos ter claro a idéia de que a sexualidade infantil, não está relacionada ao erotismo ou ao ato sexual em si, esta é a forma com a qual a criança busca explorar o próprio corpo e ter prazer na descoberta. Geralmente, dá início após a retirada das fraldas, que é quando a criança consegue um acesso maior ao próprio corpo, o resto fica por conta da curiosidade inata, que o ser humano possui..
Está muito mais relacionado à construção do desenvolvimento corporal e à imagem que faz do próprio corpo do que com qualquer outra coisa.
Portanto, a sexualidade infantil nada mais é, do que a descoberta do corpo e de suas áreas sensíveis (ou zonas erógenas). Ao levar a mão nas genitálias pela primeira vez, a criança percebe o quanto este toque e esta sensação transmitem prazer, a sensação é boa, a tendência é com que repita este gesto porque se sente bem e busca satisfação. Algumas crianças colocam as mãos, outra costumam roçar nas cadeiras ao sentar, enfim... há várias formas.


Lidar com a sexualidade infantil, requer antes de tudo, conhecimento prévio das etapas do desenvolvimento infantil e das características de cada faixa etária, para entendermos que isso é uma fase do desenvolvimento humano, comum a todos.
É preciso lembrar que a malícia, é uma característica do adulto, não da criança. Quando a criança se masturba, a regra é agir com naturalidade, para eles, levar a mão na genitália, é tão comum quanto tocar qualquer outra parte do corpo. Muitas vezes é uma forma de ter prazer e aliviar as pressões do dia a dia, sendo comum naqueles momentos que a criança se sente mais triste ou irritada.
O que devemos fazer é distrair a criança e chamar a sua atenção para outras coisas que também lhe forneçam a sensação de prazer, como pintar, brincar, assistir um desenho, passear no parquinho, interagir com um colega.
Neste momento, não há atitude certa ou erra, mas a criança precisa entender que há comportamentos que devemos ter em público, já outros são privados. Um exemplo que podemos dar é que, para fazer xixi ou ir aos pés por exemplo, devemos usar um banheiro e devemos fazer isso sozinhos, o mesmo deve ser com a masturbação, que é algo para os momentos íntimos.


A masturbação infantil pode se tornar um problema, quando a criança deixa de praticá-la habitualmente e faz dela um hábito frequente, deixando de interagir com as demais crianças e se isolando do grupo. Em excesso, pode indicar que a criança necessita de ajuda e de um acompanhamento mais individualizado, para identificar o problema que a incomoda. se já tem idade para entender que deve fazer nos momentos íntimos, mas insiste em fazer em público, pode ser um forte indicador de baixo auto-estima, problemas em casa e até abuso sexual, nestes casos, é importante pedir um auxílio para o setor especializado da escola.
Uma dica, é manter a criança sempre em dia com a higiene, para evitar desconfortos ou coceiras que façam com que ela leve a mão ao local, também podemos trocar roupas muito justas, por outras mais soltinhas, com o objetivo de manter a necessidade de tocar/ ajeitar a roupa longe, desviando sua atenção para outras atividades.

Acesse:http://www.gtpos.org.br/index.asp

Profe Márcia de Oliveira Soares

edofili

Acordo Ortográfico



Acordo Ortográfico
O objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no54, de 18 de abril de 1995.
Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica desses países.
Como o documento oficial do Acordo não é claro em vários aspectos, elaboramos um roteiro com o que foi possível estabelecer objetivamente sobre as novas regras. Esperamos que este guia sirva de orientação básica para aqueles que desejam resolver rapidamente suas dúvidas sobre as mudanças introduzidas na ortografia brasileira, sem preocupação com questões teóricas.
Mudanças no alfabeto. O alfabeto passa a ter 26 letras. Fo-ram reintroduzidas as letras k, w e y.
O alfabeto completo passa a ser:
A B C D E F G H IJ K L M N O P Q R
S T U V WX Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por
Exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W(watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.
Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar ue ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.
Como era Como fi ca
agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilíngüe
cinqüenta cinquenta
delinqüente delinquente
eloqüente eloquente
ensangüentado ensanguentado
eqüestre equestre
freqüente frequente
lingüeta lingueta
lingüiça linguiça
qüinqüênio quinquênio
sagüi sagui
seqüência sequência
Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.

Dura realidade...

Dura realidade...